terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Vaticano divulga mensagem para o Dia das Comunicações

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA O 46º DIA MUNDIAL
DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
  
«Silêncio e palavra: caminho de evangelização»
[Domingo, 20 de Maio de 2012]


Amados irmãos e irmãs,
Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspecto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado. 

O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons. 

Grande parte da dinâmica actual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.
No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que dêem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cépticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011). 

Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem actual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Omnipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 30 de Setembro de 2010, n. 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando «o Rei dorme (…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cfr Ofício de Leitura, de Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.
Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de Outubro de 2006). 

Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.
Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «acções e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Const. dogm. Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz. 

Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de Setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.
Vaticano, 24 de Janeiro – dia de São Francisco de Sales – de 2012.

BENEDICTUS PP. XVI

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Nove questões sobre o impacto da tecnologia online


O Centro para o Futuro Digital da Escola Annenberg de Comunicação e Jornalismo da Universidade do Sul da California estuda, há uma década, a relação dos americanos com a tecnologia. Compiladas, as conclusões de cada pesquisa formam um retrato do americano usuário da internet e as implicações da experiência online em sua vida. Em janeiro de 2012, o Centro divulgará um relatório completo sobre o tema. Por enquanto, Jeffrey I. Cole, que o dirige, antecipa alguns dos principais pontos tratados.

“Depois de 10 anos de estudos, nós concluímos que as forças, assim como as consequências da tecnologia, são mais profundas do que nunca. Em um extremo, vemos usuários com a habilidade de ter conexão social constante, acesso ilimitado à informação, e poder de compra sem precedente. No outro, encontramos demandas extraordinárias do nosso tempo, grandes preocupações sobre privacidade e questões vitais sobre a proliferação da tecnologia – incluindo uma gama de questões que não existiam há 10 anos”, afirma Cole, para continuar: “Acreditamos que os EUA estão passando por um grande ponto de virada digital. Simplesmente, vemos tremendos benefícios na tecnologia online, mas ao mesmo tempo pagamos pessoalmente um preço por estes benefícios. A pergunta é: o quanto estamos dispostos a pagar?”.

A década de estudos sobre o futuro digital chegou a mais de 100 grandes questões sobre o impacto da tecnologia online nos EUA. Abaixo estão nove delas:

1)  A mídia social explode – mas grande parte do conteúdo não tem credibilidade
Milhões de americanos participam diariamente de mídias sociais, mas, ao mesmo tempo, acreditam que a grande maioria das informações que encontram por lá tem pouca credibilidade. “Não é novidade que a mídia social é o futuro da comunicação, mas o que ainda não é inteiramente avaliado é a falta de convicção da maior parte dos internautas na precisão das informações que encontram nas redes sociais”, afirma Cole. “Nosso estudo mais recente descobriu que 51% dos usuários disseram que apenas uma pequena porção ou nenhuma informação que vêem em redes sociais é confiável. E apenas 14% disseram que a maior parte ou toda a informação é confiável.”
2) O significado de “E-Nuff Already” continua a expandir
Há cinco anos, o Centro para o Futuro Digital cunhou a expressão “E-Nuff Already” (um trocadilho com “enough” e “e-mail”, em um termo que significa “Basta, já chega”) para descrever a preocupação entre os internautas sobre o impacto do e-mail sobre suas vidas. O termo expandiu e hoje abrange uma crescente variedade de questões. Cole diz que hoje ele inclui, além do correio eletrônico, muitos outros serviços e equipamentos que têm benefícios enormes para os usuários, mas também invadem suas vidas.
“Os americanos estão mais conectados do que nunca, mas a dominação pura da tecnologia talvez esteja atingindo um ponto crucial. Recebemos e-mails demais, a barragem de mensagens de texto é constante, carregamos dispositivos eletrônicos múltiplos, e novos serviços e aparelhos eletrônicos continuam a ser produzidos. Por quanto tempo será assim antes que os americanos digam novamente que basta?”
3)  O desktop está morto; vida longa ao tablet
Nos próximos três anos, segundo Cole, o tablet se tornará o principal computador pessoal dos americanos. O uso do desktop irá minguar a apenas 4 a 6% dos usuários de computador – restrito a escritores, gamers, programadores, analistas e cientistas – e o uso do laptop também diminuirá. “O tablet é um aparelho tão convidativo. O PC é um aparelho do tipo ‘incline-se para a frente’ – uma ferramenta que fica sobre uma mesa e força o usuário a ir até ela. O tablet tem um fascínio ‘recoste-se’ – mais conveniente e acessível que o laptop e muito mais atraente para usar. Para a grande maioria dos americanos, o tablet será a escolha de computador até o meio da década, enquanto o PC desaparece”, diz o diretor. “Nós não vemos uma consequência negativa na mudança para os tablets. Mas sua dominância irá provocar mudanças em como, quando e por que os americanos se conectam à internet”.
4) O trabalho é, cada vez mais, uma experiência “24 horas por dia, 7 dias por semana”
Os computadores pessoais e a tecnologia online ampliaram a eficiência e a produtividade no ambiente de trabalho. Entretanto, para muitos funcionários, o preço por esta eficiência é o aumento da quantidade de trabalho em suas vidas fora do escritório.
Cole: “Décadas atrás, pensávamos que os computadores seriam artefatos que economizariam o trabalho. É verdade que a tecnologia nos faz mais produtivos, mas com esta produtividade vem expectativas maiores sobre como trabalhamos e quando trabalhamos.”
5) A maior parte dos jornais impressos não existirá mais em cinco anos
“A circulação de jornais impressos continua a cair, e acreditamos que os únicos jornais impressos que sobreviverão estarão nos extremos – os maiores e os menores”, prevê Cole. Nos EUA, é provável, segundo ele, que apenas quatro dos maiores diários continuem a ser publicados em papel: New York Times, USA Today, Washington Post e Wall Street Journal. No outro extremo, sobreviverão os pequenos jornais semanais locais.
“A morte iminente do jornal impresso americano continua a levantar diversas questões”, diz o diretor. “As organizações de mídia sobreviverão e terão sucesso quando mudarem exclusivamente para a plataforma online? Como a mudança na distribuição de conteúdo afetará a qualidade e a profundidade do jornalismo?”
6) Nossa privacidade está perdida
Talvez este seja o maior preço pago pelos americanos pelo uso da internet: a perda da privacidade, em especial como resultado da crescente tendência de coleta de informações que permite que seja traçado um padrão do comportamento online de qualquer internauta.
“A questão da privacidade é simples – se você faz qualquer coisa online, sua privacidade já era”, diz Cole. “Os americanos adoram poder comprar online, buscar informações online e participar de comunidades sociais online. Mas o preço a ser pago é que somos constantemente monitorados; organizações privadas sabem tudo o que há para saber sobre nós: nossos interesses, preferências de consumo, nosso comportamento e nossas crenças. O americanos estão claramente preocupados com isso. Nosso último estudo sobre o futuro digital descobriu que quase metade dos internautas acima dos 16 anos temem que companhias monitorem o que fazem online; em comparação, 38% disseram que o que os preocupa é o monitoramento pelo governo”.
7) O papel da internet no processo político ainda é incerto
Os estudos concluíram que os americanos acreditam que a internet é importante nas campanhas políticas e para ajudar o público a entender a política, mas a tecnologia online ainda não afeta o poder político.
“Ainda que o alcance online aos eleitores continue a aumentar, e a captação de recursos seja uma prioridade para os candidatos, a internet ainda não é considerada uma ferramenta que os eleitores podem usar para obter mais poder político ou influência”, afirma Cole. “Nós acreditamos que isso está mudando, e nos próximos dois ciclos eleitorais vemos a internet se tornando um grande fator de mudança no cenário político”.
8) A internet continuará a provocar mudanças nos hábitos de consumo, às custas do comércio tradicional
O mais recente estudo sobre o futuro digital concluiu que 68% dos americanos fazem compras online, e 70% de compradores online disseram que, ao comprar na internet, compram menos em lojas físicas. “Estamos vendo apenas o começo da mudança nos hábitos de consumo dos americanos por causa da internet”, diz Cole. “Daqui a cinco anos, o cenário tradicional de compras será completamente diferente de como é hoje”.
9)  O que virá a seguir?
“Em 2006, o YouTube e o Twitter tinham acabado de nascer, e o Facebook era uma criança”, diz Cole. “Meio século atrás, quem pensaria que estas tecnologias nascentes se tornariam o padrão para a comunicação social em 2011? A próxima grande tendência online está sendo desenvolvida neste momento por um novo grupo de visionários da internet esperando para ser ouvidos”.

fonte: Observatório da Imprensa

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Os jovens na era da internet: dependências e patologias


Hoje, a comunicação social está apoiada por ferramentas modernas que nos fazem superar barreiras e as limitações de tempo e de espaço e, entre as novas formas de comunicar, a Internet é certamente um dos meios que oferece mais oportunidades.
Mas, como todas as ferramentas de comunicação, também a rede não está isenta de desvios e abusos que, nos últimos anos, têm, por vezes, levado a observar no campo da saúde mental, uma forma moderna de dependência, definida como internet-dependência.
O recurso à Internet parece intimamente ligado a uma tentativa de compensar as dificuldades relacionais, procurando na Rede amigos ou relações sentimentais por meio de um caminho mais rápido e que consente superar algumas inseguranças que, entretanto, são amplificadas pelas diárias relações cara a cara.

Alberto Di Giglio, professor no Centro Experimental de Cinematografia, estará ao lado de Alessandro Meluzzi com algumas propostas cinematográficas, mostrando grandes pedaços de filme como um estímulo para uma visão mais ampla sobre a Internet e a videodependência.
O primeiro filme analisado será I Want to be a Soldier, de Christian Molina (2011). Trata-se de um filme que conta a história de Alex, um garoto de 10 anos de idade fascinado pela violência que ele vê na televisão e nos videogames. Alex começa a ter problemas de comunicação com seus pais e colegas da escola, e por isso começa a fechar-se em si mesmo, inventando para si dois amigos imaginários: o astronauta capitão Harry e o seu alter ego, o sargento Cluster. Através da televisão, Alex descobrirá um mundo novo de tal forma que se sente completamente fascinado por tudo o que ele vê. O elemento catalisador da história será essa obsessão crescente pelas imagens de guerra e destruição.

O segundo filme, The Social Network, de David Fincher (2010), dará motivo para analisar o fenômeno do Facebook. E a verdadeira história de Mark Zuckerberg, o jovem que se tornaria o mais jovem bilionário da história, criando o social network mais usado do mundo, em 2004 era um aluno brilhante de Harvard, mas com poucas habilidades sociais. Deixado pela namorada, marginalizado dos clubes mais elitistas e com um notável complexo de inferioridade para com os atletas, criou numa noite um software que pegava todas as fotos das alunas colocadas online pela universidade e as colocou à disposição de todos na rede, com o objetivo de votar a mais bonita. A aplicação percorreu todos os computadores da área e Zuckerberg foi multado por violar os sistemas de segurança.
The Social Network é o primeiro filme a trazer um dado de fato da modernidade, ou seja que a vida na rede, para uma certa fatia da humanidade tem a mesma importância da vida real, com os relativos riscos. Estão convidados para o encontro, professores, agentes de pastoral e os pais.
Fonte: ZENIT.org

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Webrádios católicas se expandem pelo Brasil

Navegar na internet, estudar e trabalhar ouvindo música católica de qualidade. Rezar o terço ao vivo com pessoas de outras cidades ou mesmo outros estados. Fazer novos amigos que têm os mesmos gostos. Essas são algumas das coisas que as webrádios católicas tornam possíveis. Cada vez mais comuns no Brasil, elas combinam formação com entretenimento e têm crescido contando com o apoio dos ouvintes e dos artistas.

Webrádio é a emissora que transmite programação sonora pela internet, usando a tecnologia de streaming. As primeiras transmissões de áudio na rede aconteceram nos Estados Unidos em 1994 e logo em seguida surgiu a primeira web rádio. A primeira emissora brasileira a transmitir sua programação na internet foi a mineira Itatiaia.

Aos poucos surgiram as primeiras emissoras funcionando exclusivamente via internet que, em comparação com as rádios comuns, custam menos e podem alcançar mais pessoas. Não demorou muito, começaram a aparecer rádios especializadas, e assim nasceram as primeiras webrádios católicas.

A mais antiga do Brasil é a Famílias Online, do Ministério para as Famílias da RCC. A Rádio Beatitudes, sediada em Araraquara (SP), é uma das mais populares no Brasil, com cerca de 300 mil acessos por mês.  O desejo de usar as novas tecnologias na evangelização é algo que une todas as webrádios católicas. A Rádio PJ Maringá, mantida pela Pastoral da Juventude, fez suas primeiras transmissões em 2009 e está direto no ar desde 2010, com programação voltada a todos os que se identificam com as pastorais da juventude.

A interação descontraída entre locutores e internautas é uma marca das webrádios. As redes sociais têm um papel muito importante nisso, pois é por meio delas que essa interação acontece, encurtando as distâncias, e é dentro delas que ocorre a divulgação das emissoras.Artistas e gravadoras também costumam ser fãs das webrádios. Eles próprios, tanto os que estão no começo da carreira como os que já são consagrados, enviam suas músicas para serem tocadas. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Dom Celli envia mensagem aos comunicadores da América Latina

Estimados amigos e amigas comunicadores:
Com a alegria de celebrar Nossa Senhora a Virgem de Guadalupe, patrona dos povos latino-americanos e Caribe, dirijo-me novamente a todos vocês a minha fraterna saudação que leva junto a alegria e o júbilo do trabalho e serviço à comunicaçao realizado durante este ano que logo se concluirá.

Durante 2011 tive a oportunidade de visitar vários países da América Latina e encontrei muitos de vocês nos Congressos sobre a Igreja e a Cultura Digital que celebramos em Santiago, Chile. Foi uma grande alegria constatar o entusiasmo e a entrega daqueles que realizam este serviço à Igreja na área da comunicação, sendo agentes de comunhão entre si e de diálogo fecundo com a sociedade onde estão inseridos.

Tenho presente que em muitos contextos os recursos humanos e materias não são suficientes. Contudo precisamos aprender a manter firmes as nossas iniciativas. Temos verificado mais uma vez que a autêntica comunicação eficaz não depende tanto da abundância dos recursos ou da tecnologia, mas sim da verdade com que se vive aquilo que se é proclamado, da qualidade profissional e da vontade de estreitar vínculos fraternos com esta grande família, chamada Igreja Católica, convocada a levar o bem e a justiça ao mundo de hoje.

Assim nos ensinou a Virgem de Guadalupe, que com sua presença foi mensageira e portante da Palavra feita carne, entregando-se a humanidade para redimí-la, dando um novo sentido a nossa existência. Ela mesma é mestra e referência no serviço de comunicar o mistério do amor de Deus. Por isso o beato Joao Paulo II a proclamou “Estrela da Nova Evangelização”.

Em meios as grande mudanças culturais, o Papa Bento XVI nos convida a um renovado anúncio do Evangelho através dos eventos importantes.

De 7 a 28 de Outubro de 2012 se celebrará no Vaticano o Sínodo sobre a “Nova Evangelização para a transmissão da Fé cristã”. Sem dúvida este sínodo será um impulso ao testemunho de tantas comunidades espalhadas pelo mundo. E para celebrar os 50 anos do Concílio Vaticano II, o Santo Padre anunciou que a partir do dia 12 de outubro do mesmo ano, a Igreja irá celebrar o “Ano da Fé” para recordar a beleza e centralidade deste dom de Deus, reforçando-o e aprofundando-o em nível pessoal e comunitário. O Santo Padre disse que temos de “fazer em uma perspectiva não somente celebrativa, mas também missionária, esse é o foco, justamente, a missão adgentes e a nova evangelização”. Esta convocação está em sintonia com as palavras ditas pelos bispos em América Latina quando estavam reunidos em Aparecida.

E quanto bem se pode e se deve fazer os nossos meios de comunicaçao para informar a nossa sociedade devidamente e também para preparar o Povo de Deus à estes eventos eclesiais! Desejo convidá-los a serem colaboradores, diante da sociedade e da Igreja, de uma informação completa, adequada a cada setor social, que haja lugar a mensagem e a torne compreensível a todos os públicos, àqueles que estão pertos e para aqueles mais longes. Esta é a tarefa dos bons comunicadores, no lugar onde se encontram.

Hoje 12 de dezembro o Santo Padre celebrará uma Eucaristia em honra a nossa Mãe, a Virgem Maria de Guadalupe. Nos unamos a ele e a toda a Igreja pedindo a intercessão materna e amorosa da “Morenita del Tepeyac”, para que sustente o nosso compromisso cristão de sermos sinais vivos e luminosos de Cristo Jesus em meio ao mundo em contínua transformação.



Dom Claudio Maria Celli
Presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Jornal impresso continuará líder no Brasil, diz associação

O jornal impresso vai ser "rei" nos Estados Unidos apenas por mais sete a dez anos. Já na Índia, o impresso vai reinar por mais 50 anos --e o Brasil se aproxima do modelo indiano.

Essa foi a previsão de Earl Wilkinson, presidente da Inma (International Newsmedia Marketing Association), ontem, em palestra no Seminário Internacional de Jornais. O evento termina hoje.A circulação dos jornais cresce em países com classe média em expansão e taxas significativas de analfabetismo, como a Índia, e, em menor escala, no Brasil, disse Wilkinson.  O presidente da Inma não acredita que o iPad esteja revolucionando os jornais, pelo menos não ainda. "A US$ 800, os tablets não são um fenômeno de massa e não alteram de forma fundamental o modelo da indústria de jornais", afirmou Wilkinson. "Mas, daqui a uns quatro anos, quando o iPad for mais leve, mais rápido e estiver custando só cerca de US$ 100, a classe média baixa vai comprar os tablets e vamos começar a ver o jornal on-line substituir o impresso." 

ADAPTAÇÃO
Segundo Wilkinson, os donos de jornais precisam se adaptar a esse novo modelo, que é inexorável."A melhor maneira é apostar nos pacotes de assinaturas, que combinam acesso a iPad, internet, smartphone e impresso, e incorporam a ideia de jornal a qualquer hora em qualquer lugar."
Marcelo Benez, presidente da divisão da Inma para a América Latina e diretor de Publicidade-Noticiários da Folha, falou da transição do jornal para um modelo multiplataforma."Pensando em leitores e anunciantes, nós nos transformamos em um provedor de conteúdo por meio de um leque de plataformas, texto e vídeo, internet, iPad, smartphone e impresso." "Nós estamos estimulando os anunciantes a participar pensando campanhas que abrangem todas as plataformas", afirmou Benez. 

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Comunicação está no DNA da Igreja

O presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Arcebispo Claudio Maria Celli, fez um balanço ao jornal L'Osservatore Romano sobre o Congresso “ Igreja e a Cultura Digital”, realizado no Chile entre os dias 17 e 19 de outubro.

Segundo Dom Claudio Maria Celli, “os habitantes deste continente digital somam hoje mais de dois bilhões em todo o mundo e estão conectados, principalmente, através dos telefones celulares”. Ele afirma ainda que “esta é uma nova forma de realidade, embora não visível a olho nu, sobre pessoas reais. Um sinal encontrado nos jovens, por vezes, focada em seus telefones, computadores e iPods. Talvez a metade mais jovem dos nossos fiéis habita neste território, e quem sabe se a nossa linguagem, o pensamento consegue ser significativo para eles”.

Para o Arcebispo, os meios sociais devem ser campo de missão: “A sociedade digital se compõe de milhões de pessoas que vão à Igreja aos domingos ou que nunca participam da Santa Missa. Como podem se sentir tocadas pelo amor de Deus se ninguém faz nada pelo seu próximo em nome de Cristo?”.  “Com um novo saber sempre achamos que a essência de todo ato comunicativo da Igreja de recorrer à sua própria natureza, a de uma comunidade fundada por um Deus feito homem, e sua Palavra”. A essência da mensagem permanece a mesma, apesar do muitos aspectos inovadores.

Para Dom Claudio Maria Celli - noticia a Gaudium Press - “a comunicação está realmente no DNA da Igreja e ela não pode ignorar qualquer fase ou objetivo da comunicação, muito menos a 'cultura digital' das novas mídias. A comunidade dos fiéis também deve reviver comunicação". Sobre a Teologia da Comunicação, o responsável pelas Comunicações da Santa Sé disse que seu objetivo não pode ser outro que “aprofundar o conhecimento de Deus do ponto de vista da comunicação”.

Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Brasil terá novo canal de TV católica


Membros do Instituto de Missionários Leigos de Governador Valadares (MG), entre eles o seu fundador, Padre Antônio Geraldo de Assis Pereira estiveram em Brasília nesta terça-feira, 11, para a assinatura do contrato da outorga de concessão do mais novo canal de TV de inspiração católica do país.

O ato final de concessão da nova TV foi marcado pelo momento em que o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo Silva, assinou o contrato juntamente com o presidente do Conselho Diretor da Fundação José Heleno, responsável pela nova TV, Edson Pinto de Freitas.

A Fundação Dom José Heleno foi criada pelo Instituto de Missionários Leigos em 1998. No mesmo ano deu início à concorrência para o canal de TV de Governador Valadares juntamente com mais 14 concorrentes dos estados de São Paulo, Minas e Rio de Janeiro. Dez anos depois, em 2008, o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o decreto de concessão da TV e, em 2009, a Câmara e o Senado aprovaram o decreto do presidente. Desde 2010 acontecem as últimas tramitações para a conclusão do processo.

A TV ainda não tem previsão para começar suas atividades. De acordo com Padre Assis, isso deverá acontecer quando a fundação finalizar o pagamento da segunda e última parcela da concessão. Ele disse ainda que o canal deverá funcionar somente por meio da doação dos fiéis.

O Instituto trabalha na evangelização local e além-fronteiras. Tem como regra a espiritualidade de Santo Inácio de Loyola e se baseia no método das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), linhas que deverão ser seguidas pelo novo canal católico. A princípio, deverá atuar por meio de parcerias com outros canais católicos já existentes. 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

TV´s Católicas se reunem na Costa Rica


Está em andamento em São José, capital da Costa Rica, o 10º Seminário Signis de produtores e responsáveis por televisões católicas em todo o mundo. Os participantes debaterão maneiras para facilitar o conhecimento e partilha de produções, ideias e iniciativas realizadas pelas emissoras televisivas. Deste evento, que se encerra na quinta-feira, participa pela primeira vez o Conselho Episcopal Latino-Americano, CELAM.

Durante o seminário, também será apresentado o relatório do Banco de Programas Católicos, um projeto que nasceu no último encontro realizado em Luxemburgo em 2010. Signis é uma organização não-governamental que conta membros de 140 países de todo o mundo. Como "associação católica mundial para a comunicação", reúne profissionais do rádio, televisão, cinema, vídeo, educação para as mídias e novas tecnologias. 

Fonte: Radio Vaticano